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Linha de vinhos

Encantados: uma viagem pelo País das Maravilhas em forma de vinho

Há vinhos que contam sobre uma uva. Outros contam sobre um lugar. E existem aqueles que parecem abrir uma porta para outro universo. A linha Encantados, da Bodega Barberis, nasce com essa proposta: transformar a experiência de beber vinho em uma viagem imaginativa, na qual rótulo, conceito e vinho se encontram para contar uma história.

Por Emporio56923/08/2026
Encantados: uma viagem pelo País das Maravilhas em forma de vinho

Há vinhos que contam sobre uma uva. Outros contam sobre um lugar. E existem aqueles que parecem abrir uma porta para outro universo.

A linha Encantados, da Bodega Barberis, nasce com essa proposta: transformar a experiência de beber vinho em uma viagem imaginativa, na qual rótulo, conceito e vinho se encontram para contar uma história.

Com uma atmosfera que remete ao universo fantástico de Alice no País das Maravilhas, Encantados convida a seguir o coelho e descobrir, taça após taça, diferentes expressões de um dos terroirs mais famosos da Argentina: Mendoza.

Um País das Maravilhas dentro da garrafa

A inspiração por trás de Encantados foge da linguagem tradicional que normalmente cerca o vinho.

O universo de Alice é marcado pela curiosidade, pelo inesperado e pela descoberta de um mundo no qual cada novo caminho guarda uma surpresa. Na linha Encantados, essa ideia ganha uma interpretação vínica.

É quase um convite: “siga o coelho”.

Do Malbec jovem às versões Reserva, Gran Reserva e de produção limitada, a experiência evolui como capítulos de uma mesma história. O vinho deixa de ser apenas aquilo que está dentro da garrafa e passa a envolver também descoberta, imaginação e narrativa.

E existe algo especialmente interessante nessa proposta: por trás desse universo lúdico está uma vinícola com mais de um século de tradição familiar ligada ao vinho.

Bodega Barberis: uma história que começa na Itália

A história da família Barberis no vinho remonta a aproximadamente 1895, no Piemonte, Itália.

Como tantos imigrantes europeus daquele período, os antepassados da família atravessaram o Atlântico em busca de novas oportunidades. Por volta de 1910, Bernardo Domingo Barberis construiu uma pequena vinícola e começou a produzir vinho artesanalmente utilizando conhecimentos trazidos da Itália.

Décadas depois, em 1965, Humberto Barberis adquiriu seu primeiro vinhedo, retomando de maneira concreta a tradição vitivinícola da família.

Em 1985 veio a aquisição da primeira vinícola e, no ano 2000, a família iniciou uma nova etapa, direcionada à produção e exportação de vinhos finos engarrafados.

Hoje, a Bodega Barberis continua sendo uma empresa familiar, combinando métodos tradicionais com tecnologia moderna de vinificação.

É justamente essa combinação entre passado e presente que ajuda a explicar a personalidade de seus vinhos: tradição italiana, identidade argentina e uma busca constante por novas interpretações.

Mendoza: onde a história ganha terroir

A Bodega Barberis está localizada em El Sauce, Guaymallén, na província de Mendoza, uma das áreas pioneiras da vitivinicultura mendocina.

Seus vinhedos estão localizados em Luján de Cuyo, uma das regiões mais importantes e tradicionais para a produção de vinhos argentinos.

E o cenário ajuda a entender por quê.

Os vinhedos da Barberis estão entre aproximadamente 950 e 1.000 metros de altitude, em uma região que registra cerca de 300 dias de sol por ano e apenas aproximadamente 200 mm de precipitação anual.

Os solos são aluviais e pobres em matéria orgânica, compostos por limo, argila, areia e um subsolo pedregoso.

A combinação entre altitude, clima seco, intensa luminosidade e características do solo cria condições particularmente interessantes para a viticultura.

A água, recurso precioso em Mendoza, é administrada nos vinhedos através de irrigação por gotejamento, permitindo controlar de maneira mais precisa o momento e a quantidade de água disponibilizada às plantas.

É nesse ambiente que uma variedade encontrou uma de suas casas mais famosas.

Malbec: a protagonista de Encantados

Se Alice é a personagem central do País das Maravilhas, na história dos Encantados esse papel pertence à Malbec.

A variedade de origem francesa encontrou na Argentina, especialmente em Mendoza, condições capazes de transformá-la em um dos maiores símbolos do vinho argentino.

Na linha Encantados, ela aparece em diferentes interpretações.

O Encantados Malbec Jovem privilegia fruta, frescor e facilidade de beber. É uma espécie de porta de entrada para esse universo.

A partir daí, as versões de maior evolução e seleção mostram outras possibilidades da variedade, adicionando estrutura, complexidade e influência do amadurecimento.

Assim, provar diferentes Encantados pode se transformar em uma pequena viagem pela própria Malbec: da expressão mais jovem e frutada às interpretações mais profundas e elaboradas.

Quando tradição e imaginação se encontram

Talvez seja justamente esse contraste que torne Encantados tão interessante.

De um lado está uma família cuja relação com a vitivinicultura começou ainda no século XIX, atravessou o oceano e criou raízes em Mendoza.

Do outro está uma linha de vinhos que decidiu não tratar o vinho com excessiva solenidade.

Encantados propõe curiosidade.

Propõe descobrir.

Propõe abrir uma garrafa sem saber exatamente onde aquela experiência vai terminar.

E isso combina perfeitamente com o espírito de Alice no País das Maravilhas: entrar em um universo conhecido por uma porta diferente e perceber que sempre existe algo novo para encontrar.

Siga o coelho. Descubra Mendoza.

Conhecer Encantados é também conhecer um pouco da história da Bodega Barberis, de seus vinhedos em Luján de Cuyo e da relação que Mendoza construiu com a Malbec.

Mas talvez a melhor maneira de compreender essa história continue sendo a mais simples.

Abrir a garrafa.

Servir a primeira taça.

E seguir o coelho.

Porque, no mundo dos vinhos, algumas das melhores histórias começam justamente quando decidimos descobrir o que existe do outro lado da toca.

Da leitura para a taça

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